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CPQD ganha complexo para testes 5G, Open RAN e cibersegurança


Crédito: Divulgação. CPQD
Crédito: Divulgação

O  Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) apresentou hoje, 8, seu Complexo Laboratorial de Conectividade localizado em Campinas, São Paulo. O local servirá para testes de redes de telecom, bem como equipamentos, inclusive para a certificação da Anatel. Haverá ensaios de Open RAN para interoperabilidade de produtos e de redes. O complexo também conta com uma nova plataforma para testar a cibersegurança.

Em operação desde julho, a instalação teve investimento de R$ 6 milhões do CPQD e reaproveitou espaços de pesquisas construídos em conjunto com outros ministérios. A construção conta com 12 laboratórios desenvolvidos com base no padrão do Vale do Silício na Califórnia. “Áreas de trabalho mais modernas, descontraídas, que facilitam a colaboração”, descreveu o diretor de Soluções Tecnológicas e Consultoria do CPQD, Frederico Sigrist Nava.

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Testes de equipamentos 5G e Open RAN

A infraestrutura do local está habilitada para realizar ensaios de desempenho de radiofrequência em equipamentos, a fim de verificar se cumprem requisitos nacionais e internacionais. O complexo testa a compatibilidade eletroeletrônica dos dispositivos e o SARS (intensidade da potência do produto no corpo humano). Também promove controle de qualidade e vulnerabilidade para detectar falhas no hardware ou no software. Além disso, faz testes solicitados por operadoras e meios de pagamentos.

O complexo já realizou testes com cinco equipamentos 5G para certificação. A maioria das faixas destinadas à quinta geração tem o atendimento do local, exceto a de 26 Ghz. A tecnologia está no roadmap do complexo, mas ainda não dispõe de financiamento, pois “o mercado ainda está tateando isso”, conforme Frederico Sigrist.

O CPQD começará e expandir sua capacitação para abarcar tecnologias de suporte para ondas milimétricas depois que a Anatel já tiver estruturado os requisitos para a homologação dos equipamentos RF 2 (Frequency Range) e o mercado tiver sua adoção bem definida.

O Open RAN ainda está em fase de capacitação e estruturação do laboratório e os testes para Anatel ainda não começaram. No entanto, o laboratório já realizou demonstrações de integração de fornecedores.

Sigrist contou que o complexo já dispõe de parceria com um grande player global. “Isso vai nos permitir testar soluções e componentes de toda o Open RAN, assim como a parte de Open Core, que vai avaliar a rede de fim  a fim”, comentou.

 



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